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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Brasil e o Suco de Laranja.

BRASIL E O SUCO DE LARANJA
26 de setembro de 2007 às 16:34
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Resumo: O Brasil por seu clima, condições hidrográficas e solo privilegiados é um dos maiores produtores de laranja e uma contradição, pois é o maior exportador de suco de laranja concentrado congelado tendo como mercado alvo EUA e Europa, mas em solo brasileiro nós mesmos só consumimos apenas 2% do nosso próprio produto que é utilizado principalmente como matéria-prima para refrigerante, pois o paladar brasileiro é mais exigente, estamos acostumados a um suco de laranja espremido na hora, não pasteurizado, escolhendo a variedade de fruta, muito diferente do sabor homogeneizado da indústria. Abstratc: Brazil for its climate, hydrographic conditions and privileged ground is an one of the producing greaters of orange and contradiction, therefore it is exporting greater of intent orange juice congealed having as white market U.S.A. and Europe, but in ground Brazilian we ourselves we only consume only 2% of our proper product that is used mainly as raw material for cooling, therefore the Brazilian palate is more demanding, we are accustomed to an orange juice squeeze in the hour, not pasteurized, choosing the variety of fruit, very different of the homogenize flavor of the industry. Palavra Chave: Suco de laranja, maior exportador. Conteúdo: Nosso país é o terceiro maior produtor mundial de frutas e o primeiro de suco de laranja em 2005, o país exportou cerca de US$ 750 milhões em frutas e mais de US$ 1 bilhão no complexo laranja. A exportação de suco de laranja é altamente concentrada e o Brasil é o maior exportador respondendo sozinho por 81% do comercio mundial, o principal destino EUA 72% e Europa 11%. A primeira fábrica de suco de laranja não concentrado foi montada durante a II guerra mundial para o fornecimento no mercado interno foi montada pelo governo do estado de São Paulo pra evitar o desperdício da fruta, a empresa fracassou por falta de mercado consumidor. A recuperação das exportações de laranja com o pós-guerra, que tanto animou os citricultores, era insuficiente para absorver toda a laranja disponível a cada safra. Como o mercado interno era pouco desenvolvido, a idéia de industrialização do excedente ganhou adeptos entusiasmados Em 1959, instalou-se a primeira fábrica de suco concentrado no Brasil, a Companhia Mineira de Bebidas, em 1961, a Citrosuco Paulista enviava para os Estados Unidos as primeiras 1.000 toneladas de suco concentrado. O grande impulso para o desenvolvimento da indústria cítrica brasileira foi a geada que atingiu os pomares da Flórida em 1962, chegando a destruir 13 milhões de árvores adultas. Essa geada acabou se tornando um marco para a indústria brasileira. Os americanos não tinham matéria-prima para abastecer o seu mercado interno e os mercados europeus. O Brasil correu para preencher essa lacuna, acelerando o desenvolvimento da indústria de processamento de laranja. No início da década de 60 fez as primeiras exportações experimentais de suco concentrado de laranja, mas a indústria de suco voltada para a exportação nasceu mesmo em 1963. A partir de 1966, as vendas se firmaram e a indústria cítrica brasileira entrou numa fase de franca expansão. Até 1970/71, pode-se dizer que a indústria cresceu ocupando brechas no mercado internacional e aproveitando a legislação brasileira que beneficiava as exportações. Para o setor citrícola, esse período foi de aprendizado, amadurecimento e estruturação. Com o passar do tempo a indústria brasileira superou em nível tecnológico os países mais avançados do setor. Na década de 80, o Brasil se tornou o maior produtor mundial de laranjas, superando os Estados Unidos. Desde então, sustenta o título e se tornou também o líder na produção de suco desta fruta. À medida que a indústria se firmava como um figurante de peso na pauta das exportações do país, caíam os embarques de laranja in natura. Já em 1981, as exportações brasileiras de suco de laranja concentrado ultrapassavam 600 mil toneladas anuais. Para os citricultores, entregar a fruta para a indústria se tornou uma alternativa mais segura. Nos dias atuais a maior parte da produção brasileira de laranja que esta concentrada no estado de são Paulo sendo atividade essencial de 322 municípios paulistas e 11 mineiros, onde a maior parte da produção destina-se a indústria do suco concentrado e congelado, mas também há o que chamamos de subprodutos com valor comercial obtidos durante o processamento entre esses subprodutos podemos citar óleos essenciais, líquidos aromáticos e farelo de polpa cítrica. Essa atividade econômica emprega cerca de 400 mil pessoas e gera divisas superiores a US$ 1 bilhão anual as exportações se, mantém desde 1994 entre 1,1 e 1,2 milhões de toneladas. O complexo cítrico é uma realidade regional, já que 80% da produção e 90% da capacidade de esmagamento estão em São Paulo. O suco brasileiro é considerado de ótima qualidade. As exportações para os EUA são submetidas a uma rigorosa inspeção pelo Departamento de Agricultura (USDA) sendo classificados através de uma escala que atribui pontos às vendas como cor, sabor, ratio e defeitos. O suco brasileiro possui alto Score e é classificado como US grade A, sendo muitas vezes utilizado em misturas com outros sucos de qualidade inferior (blended), a exemplo do suco italiano, as maiores empresas do setor são a Cutrale, a multinacional Cargill Citrus e a Citrosuco, que juntas detêm 76% do mercado. Como os Estados Unidos se dedica a abastecer o seu mercado interno, o Brasil transformou-se no maior exportador mundial de suco de laranja, atendendo hoje cerca de 50% da demanda e 75% das transações internacionais, não há nenhum outro produto industrializado onde a presença do Brasil seja tão marcante. Esse crescimento teve uma base tecnológica permanente, nas técnicas de plantio e de defesa sanitária, no processamento e na logística de transporte. O Brasil é o único a dispor de uma frota de navios graneleiros operando exclusivamente com suco de laranja, comparativamente, cada um desses navios transporta a carga de 600 caminhões que são vistos descendo a serra em direção a Santos e Guarujá, é uma operação de vulto que exige tecnologia de ponta, investimentos e principalmente, volumes de produto a ser exportado. Nos últimos cinco anos o custo de industrialização do suco brasileiro vem apresentando crescimento devido aos maiores custos de colheita e transporte, implicando num aumento da ordem de 12,5% por tonelada de suco. Dentre as laranjas produzidas no Brasil, as da espécie Pêra e Valencia são as mais indicadas para a produção de suco, por apresentarem maiores rendimentos e qualidade superior. Conclusão: O balanço final entre estímulos e as restrições que o comércio colocará para o crescimento econômico dependerá das respostas em termos de investimento local pelos agentes privados e conseqüentemente da maior ou menor capacidade que demonstrarem as políticas macroeconômicas para expandir o usufruto das oportunidades oferecidas pelo comercio exterior, pois uma radiografia do comercio exterior brasileiro revela uma crescente integração do país aos circuitos mundiais de comercio. AUTOR: LAÉRCIO BORGES FORÇA LOGÍSTICA A FORÇA DO BRASIL
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