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sexta-feira, 9 de março de 2018

Lula pode ser preso em 20 dias. Saiba como



O TRF4 deve julgar os embargos declatórios da defesa de Lula no dia 26 de março, primeira sessão após o retorno de Victor Laus 

    Lula pode ser preso na semana da Páscoa

    Lula pode ser preso na semana da Páscoa

    Estadão Conteúdo
    Vinte dias.
    Esse é o tempo que Lula tem para tentar escapar da decisão do TRF4, que o condenou a uma pena de 12 anos e um mês.
    Por isso, a pressão gigantesca dos petistas sobre a presidente do STF, Cármen Lúcia.
    Ela resiste a colocar novamente em pauta a discussão sobre a prisão provisória de um condenado por colegiado de segunda instância. Para a ministra, a medida "apequenaria" o Supremo, pois soaria como um casuísmo para favorecer o ex-presidente Lula. Em outubro de 2016, por 6 votos a 5, o STF já tinha referendado uma decisão da própria Casa, de fevereiro, essa por 7 a 4.
    Só que de lá para cá, o ministro Gilmar Mendes mudou de posição. E, assim, caso haja um novo julgamento do tema, as apostas são para um placar de 6 a 5 contra a prisão provisória.
    Dito de outro modo: Lula estará livre da cadeia.
    Enquanto Cármen Lúcia não cede, os minutos parecem segundos para a turma que quer ver Lula fora da prisão.
    No próximo dia 23, o desembargador Victor Laus, do TRF4, retorna ao batente, e já no dia 26, uma segunda-feira, deve participar de uma sessão que julgará recursos de diversos nomes envolvidos na Lava Jato, como o pecuarista José Carlos Bumlai, Nestor Cerveró e João Vaccari Neto.
    Lula não consta da lista oficial, mas nada impede que seja incluído, já que o tempo para o julgamento dos embargos declaratórios estará esgotado.
    Se isso acontecer, e o TRF4, como até a própria defesa de Lula admite, rejeitar os embargos, o juiz Sérgio Moro terá que expedir o mandado de prisão, o que, provavelmente, ocorreria já no dia 27 de março.
    "Questões humanitárias" podem fazer com que o julgamento dos embargos pelo tribunal fique para o início de abril, a fim de evitar que Lula passe o feriado de Páscoa, que começa no dia 29, dentro de uma cela.
    É curioso lembrar que a primeira prisão de Lula, no dia 19 de abril de 1980, ocorreu 13 dias após o domingo de Páscoa.
    Na ocasião, ele ficou 31 dias na cadeia.
    Rede Record
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    segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

    Cármen Lúcia pode homologar delações da Odebrecht até esta terça-feira


    A definição do relator da Lava-Jato e indicação do novo ministro do STF agitam o meio jurídico com o retorno da corte ao trabalho, na quarta-feira








    O fim do recesso do Judiciário, com a primeira sessão na próxima quarta-feira, será marcado por uma série de decisões importantes, como o destino do processo da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). A presidente do STF, Cármen Lúcia, trabalhou durante o fim de semana na análise das 77 delações premiadas dos executivos da Odebrecht.


    Ela esteve no tribunal na manhã deste domingo e se reuniu com assessores, que permaneciam trabalhando no 3º andar do prédio durante toda a tarde. Se decidir mesmo homologar os acordos de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF), hipótese considerada mais provável por pessoas próximas a ela, isso deve ocorrer esta terça-feira, último dia do recesso, quando a presidente do Supremo ainda atua como plantonista.

    A partir de quarta-feira, o STF deverá redistribuir as ações da investigação do maior escândalo de corrupção do país, que estavam a cargo do ministro Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo em Paraty (RJ), no último dia 19.  Há ainda a possibilidade de Cármen deixar a homologação desses acordos para o próximo relator da Lava-Jato.

    Somente após a definição, o presidente Michel Temer indicará o nome que substituirá o ex-relator. O ministro a ocupar a vaga de Teori no Supremo herdará o arsenal que constava na mesa do magistrado. No total, há cerca de 7,5 mil processos. Entre eles, há votos determinantes a serem proferidos em ações polêmicas, como a descriminalização das drogas. Existe ainda a relatoria de um mandado de Segurança impetrado pela defesa da ex-presidente Dilma Rousseff pedindo a anulação do processo de impeachment.

    Na sexta-feira, a equipe do ministro Teori Zavascki concluiu as audiências de colaboração. Todos os depoentes foram ouvidos para confirmar o teor dos acordos e dizer se prestaram informações de ampla e espontânea vontade. Só então, as delações podem ser homologadas, ou seja, validadas e então usadas para embasar as denúncias do MPF. A tendência de Cármen é promover um sorteio na 2ª Turma do Supremo, da qual Teori fazia parte. Neste caso, algum ministro da 1ª Turma seria transferido a fim de disputar a relatoria — um dos cotados para isso é Edson Fachin.

    Quinze nomes Temer também quer esperar a definição sobre as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, que ocorrerão também entre quarta e quinta-feira. O presidente é aconselhado a participar tanto da sessão do STF, que terá homenagens a Teori, quanto da abertura dos trabalhos no Legislativo. Após as eleições, serão definidos os nomes que vão compor a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que sabatinará o novo ministro da corte. Há mais de 15 nomes na roda de sugestões ao presidente.
    João Otávio de Noronha, corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é bem-visto pelo PSDB. Três ministros ligados ao PMDB compõem a bolsa de apostas. Luiz Felipe Salomão é ligado ao partido no Rio, mas perde força pela relação que tinha com o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), preso acusado de corrupção. Já Humberto Martins é próximo do PMDB de Renan Calheiros e José Sarney. E Mauro Campbell é vinculado ao senador Eduardo Braga (PMDB-AM) e ao prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB). Capitaneado pelo PSDB e pelo DEM, o corregedor do STJ, Hermann Benjamim, tem como fator negativo o fato de ser o relator da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Técnicos Um grupo do STJ é considerado “técnico” sem ligações partidárias. Rogério Schietti é muito respeitado dentro da área criminal. Isabel Gallotti aparece como uma opção, mas é atrapalhada porque seu marido, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Walton Alencar, é acusado de tentar emplacar a mulher em troca de favores no governo do PT – ele nega. Nefi Cordeiro também próximo do juiz da Lava-Jato, Sérgio Moro, e também é uma das indicações para o cargo no STF. A jurista Regina Helena corre por fora.

    O ministro do TCU Bruno Dantas também é apoiado por Renan, que nega publicamente os movimentos. O advogado Heleno Torres compõe a bolsa de apostas, embora atrapalhe sua posição contrária ao impeachment da ex-presidente da República Dilma Rousseff. O próprio advogado já disse a amigos que não gostaria de ocupar o cargo.

    Ives Gandra Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho, aparece como um dos mais recorrentes nas listas pela vaga. Católico, segue a Opus Dei, mesma corrente religiosa do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Tem o apoio do ministro Gilmar Mendes. Gandra é criticado por posições acerca das mulheres e de relações homossexuais, citadas em um livro publicado em 2012, na qual rejeita o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo e defende que a mulher obedeça ao homem. Em nota, o ministro afirmou que trechos da publicação foram descontextualizados e afirmou “não ter postura nem homofóbica, nem machista”.
     Fellipe Sampaio/SCO/STF

    ORIGEM:

    Fellipe Sampaio/SCO/STF 
     postado em 30/01/2017 06:00 / atualizado em 30/01/2017 07:41

    Vitra Studios: Um Projeto Promissor em 2024

    https://moneybrazilio.blogspot.com/2024/01/vitra-studios-um-projeto-promissor-em.html