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terça-feira, 16 de junho de 2020

Navio chega para dar um gás em Porto do Açu

Mesmo na pandemia, a geração de energia não pode parar. A fim de assegurar o funcionamento de duas termelétricas no Porto do Açu, atracou na sexta-feira no terminal o navio BW Magna. A embarcação, que ficará parada no local, vai transformar o gás natural liquefeito (GNL) importado por navios da forma líquida para a gasosa.

O GNL será usado na geração de energia elétrica em duas termelétricas: a GNA I, com 1.338 megawatts (MW) de capacidade - que, com cerca de 96% das obras concluídas, deve entrar em operação no início de 2021 -, e a GNA II com 1.672MW Covid-19, além do uso de equipamentos de proteção, o número de trabalhadores e técnicos envolvidos, que ainda será construída. Ambas estão no complexo do Porto do Açu.

Por causa da pandemia de  na atracação foi reduzido ao máximo.

O projeto das duas termelétricas e do Terminal GNL, que inclui o navio que ficará atracado no local, é da GNA, empresa formada pela Prumo Logística, operadora do Porto do Açu, a BP e a Siemens. De acordo com a GNA, a embarcação tem capacidade de regaseificar até 21 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.



Origem: O Globo Força Logística a Força do Brasil.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Delator diz que ofereceu 'incentivo' para aprovar aditivo na Petrobras

Delator diz que ofereceu 'incentivo' para aprovar aditivo na Petrobras





São Paulo, 19 - O engenheiro Shinko Nakandakari, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou em complemento a sua colaboração premiada que ofereceu um "incentivo" ao ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e ao ex-gerente executivo da estatal Pedro Barusco para aprovar um aditivo sobre contrato de um gasoduto.

Shinko Nakandakari declarou à Polícia Federal que dirigentes da EIT (Empresa Industrial Técnica) lhe pediram que fizesse pagamentos a Renato Duque e Pedro Barusco para os contratos da Gasene e da Refinaria de Abreu e Lima.

Barusco também é delator da Lava Jato. Renato Duque está preso desde março de 2015 e tenta fechar seu acordo com o Ministério Público Federal para contar o que sabe em troca de benefícios. Duque já foi condenado a mais de 50 anos de detenção em três processos julgados pelo juiz da Lava Jato, Sérgio Moro.
Shinko Nakandakari fechou delação premiada 2015. Ao firmar o acordo, o delator fica à disposição do Ministério Público e da Polícia para esclarecimentos durante um período de tempo. Este depoimento foi prestado em 13 de setembro, como um complemento à delação de Shinko, e anexado aos autos na semana passada.
Segundo o delator, Marco Pinto Rola e Paulo Cabral "lhe pediram que fizesse os pagamentos a Pedro Barusco e Renato Duque para os contratos Gasene e RNEST, emblemática construção da Petrobras que sofreu com superfaturamento e desvios, em Abreu e Lima, Pernambuco.
"Quando se constatou que o contrato do gasoduto necessitaria de um aditivo, Paulo Cabral e Marco Rola procuraram o declarante a fim de que oferecesse a Pedro Barusco e Renato Duque algum 'incentivo' para que o aditivo fosse aprovado", declarou.

Shinko Nakandakari é apontado pelos investigadores como operador de propinas de empreiteiras na Petrobrás. "Duque e Barusco exigiam que os pedidos viessem bem instruídos da área técnica da Petrobras, não interferindo neste aspecto, contudo, uma vez que o pedido do aditivo chegasse até suas mãos, havia a necessidade de um 'incentivo' para que não colocassem nenhum problema na aprovação", afirmou.

Neste depoimento, Shinko Nakandakari não explicita valores. O engenheiro já havia delatado propinas "em espécie" (cerca de R$ 5 milhões) para Renato Duque e para o ex-gerente da RNEST Glauco Legatti. Após ter sua delação premiada frustrada, Legatti procurou o Ministério Público Federal e confessou ter recebido propina. Segundo ele, Shinko Nakandakari entregou dinheiro em espécie em caixa de uísque.

Glauco Legatti apontou ainda ter recebido propina da empreiteira Odebrecht. O ex-gerente disse que o dinheiro saiu de máquina de contar dinheiro. A reportagem não localizou Marco Pinto Rola e Paulo Cabral. O espaço está aberto para manifestação.
ORIGEM;  Agência Estado

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