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domingo, 25 de agosto de 2013

Varejo tenta substituir os importados

Atualizado: 24/08/2013 22:00 | Por Márcia De Chiara, estadao.com.br

Varejo tenta substituir os importados

Lojistas negociam descontos com fabricantes para evitar impacto da alta do dólar nos preços, que pode prejudicar as vendas de fim de ano



Comércio e indústria estão preocupados com o estrago que a alta do câmbio pode provocar nos preços e nas vendas de fim de ano. É bem verdade que, se as projeções de crescimento de 4,5% no volume de vendas se confirmarem, este Natal será modesto comparado com os anteriores, mas ainda positivo. Diante das incertezas, empresários já começam a reavaliar as expectativas e optar por produtos mais adequados ao bolso do consumidor.
"O meu chefe é o cliente e estamos trabalhando para ter produtos que necessitem de um desembolso menor. O consumidor está sensível a preço", diz Alain Benvenuti, vice-presidente do Walmart, a terceira maior rede de supermercados do País. Ele conta que, nas últimas semanas, tem se dedicado a renegociar as compras de importados para o fim de ano. O objetivo é obter descontos entre 5% e 10% para evitar a pressão do dólar nos preços.
Segundo o executivo, as encomendas de importados da rede foram fechadas com muita antecedência e maior parte dos produtos ainda não desembarcou no País. Temendo alguma alta do câmbio, ele diz que foram feitos pedidos de importados 15% inferiores aos do ano passado em volume. E com a cotação do dólar menor do que a atual.
Para compensar a redução nas compras de importados, Benvenuti conta que decidiu ampliar as encomendas de itens nacionais. "Estamos desenvolvendo fornecedores locais para substituir os importados", diz ele. Entre itens nacionais e importados, a rede espera ampliar neste ano em 5% o volumes vendidos neste fim de ano em relação ao mesmo período de 2012.
"O mercado está com receio em relação ao desempenho do final de ano. Com a alta do dólar, há pressão de preço", diz o supervisor geral da Lojas Cem, José Domingos Alves. Mas ele frisa, no entanto, que a sua empresa, especializada em móveis e eletroeletrônicos está otimista e projeta crescimento na casa de dois dígitos na comparação com 2012. "Ainda não começamos a negociar os pedidos", diz o executivo. Ele admite que as negociações com a indústria neste ano serão um pouco mais difíceis por causa dos aumentos de custos, mas pondera que a desaceleração de vendas registrada no mercado não deve fazer com que as lojas sancionem as demandas de reajuste de preço dos fabricantes.
Reza. "Não pensamos mais em crescimento de 10% nas quantidades vendidas de aparelhos de áudio e vídeo e de eletrodomésticos da linha branca", diz Lourival Kiçula, presidente da Eletros, associação que reúne os fabricantes de eletroeletrônicos. Nos seus cálculos, a expectativa agora, diante das pressões de custos, é repetir o desempenho de 2012 nessas duas linhas de produtos.
"Vamos rezar bastante", diz ele, ressaltando que, se o empate for alcançado, será muito bom. Já no caso dos eletroportáteis, onde 50% dos produtos são importados e, portanto, sofrem o impacto direto do dólar, a expectativa é de queda de 10% nas quantidades vendidas.
Na avaliação do presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas, Wilson Périco, as indústrias da Zona Franca de Manaus, polo produtor de aparelhos eletrônicos e motocicletas e bicicletas, não é esperado um grande salto de vendas no último trimestre. "Ninguém está fazendo churrasco", brinca ele. O ano de 2012 foi difícil, diz, e todos apostavam que 2013 seria bem melhor, mas isso não está se concretizando. A expectativa de vendas do polo para este ano é de US$ 39 bilhões, com alta 5% ante 2012.

Origem: MSN
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