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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Potencial do campo de Libra é 'singular, inimaginável', diz ANP





Potencial do campo de Libra é 'singular, inimaginável', diz ANP

Leilão de área do pré-sal foi antecipado para outubro, em Brasília.

Campo é a maior descoberta já feita, segundo Magda Chambriard.

Lilian Quaino

Do G1, no Rio



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Diretora-geral da ANP, Magda Chambriard em entrevista

sobre leilão de área do pré-sal (Foto: Lilian Quaino/G1)A diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Chambriard, ao anunciar nesta quinta-feira (23) a primeira rodada de leilão para exploração no pré-sal sob regime de partilha, a ser realizada em outubro, chamou de "inimaginável" as recentes descobertas no campo de Libra, que mostram um volume "in situ" (volume de óleo ou gás existente em uma região) esperado de 26 bilhões a 42 bilhões de barris.



"Com os dados que temos até o momento, o volume está mais para 42 bilhões do que para 26 bilhões", afirmou Magda.



Com uma recuperação estimada em 30% do volume total, a perspectiva "é que Libra seja capaz de produzir de 8 a 12 bilhões de barris de petróleo. É a maior descoberta que fizemos com os dados que temos até o momento. É singular, inimaginável", segundo a diretora da ANP.



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Governo autoriza para outubro 1º leilão de área do pré-sal ANP recomenda licitações do pré-sal a cada dois anos Rodada de leilão para exploração de petróleo arrecada R$ 2,8 bilhões Ela calcula que Libra produzirá mais que os campos de Marlim, Roncador, Marlin Sul e Albacora juntos.



O campo de Libra também supera o Campo de Lula, que possui entre 5 a 8 bilhões de volume de barris de óleo equivalente recuperável.



Segundo explicou a ANP, foi descoberta uma coluna de óleo de 326,4 metros, mostrando um óleo de 27 graus API.



Recentemente, pouco antes da 11ª rodada de blocos exploratórios realizada em 14 de maio, os estudos da ANP revelaram o potencial de Libra, segundo Magda, pujante.



Segundo Magda, "face ao deslumbramento da descoberta", ficou decidido que Libra seria o primeiro campo a ser leiloado no pré-sal.



O campo de Libra, fica na Bacia de Santos e teve a descoberta anunciada em 2010. A área situa-se a 183 km da costa do Rio de Janeiro.



"Face ao porte do que temos em mãos, é necessária a presença da presidente Dilma no leilão, por isso, resolvemos trocar as datas: o leilão de blocos em terra para exploração de gás, que seria em outubro, passa para novembro. O leilão de Libra será realizado possilvelmente na segunda quinzena de outubro de acordo com a agenda da presidente", disse ela, anunciando ainda que o leilão deverá ser realizado em Brasília, e não no Rio, como tem sido.



Antecipação do leilão

Segundo a diretora-geral da ANP, na próxima semana poderá ser lançado o edital para o leilão de Libra.



Magda ressaltou que o porte do campo de Libra vai chamar a atenção de todo mundo, e que a agência resolveu antecipar o leilão pela "vontade de botar no mercado uma coisa totalmente estonteante".



Segundo a diretora-geral da ANP, o conteúdo local deverá ficar em 37% na fase de exploração e 55% na fase de produção, metas já adotadas na exploração da Cessão Onerosa.



Comparação de Libra com outros campos

"O campo de Marlim é maior produtor do Brasil, com 600 mil barris de petróleo por dia, com um volume recperável de 2 bilhões de barris; Roncador tem 2,5 bilhões de volume recuperável. Campo de Lula 5 a 8 bilhões de volume recuperável. Libra é maior que Lula", disse.



O campo de Libra tem 1.500 quilômetros quadrados no polígono do pré-sal, que é de 149 mil quilômetos quadrados.



Magda disse ainda que antes de 2015 não haverá uma segunda rodada de leilões no prá-sal. A ideia da agência é realizar leilões do pré-sal a cada dois anos.



Ela não antecipou quanto seria o bônus de assinatura do leilão para o Campo de Libra, mas sugeriu uma comparação: "Quanto valeriam cinco campos de Marlim?".



Regime de partilha

O leilão será o primeiro sob a legislação de 2010 que elevou o controle estatal sobre as reservas nas bacias de Campos e Santos.



A adoção do regime de partilha da produção, em substituição ao de concessões, faz com que o Estado fique com uma parcela da produção física em cada campo de petróleo.



A empresa paga um bônus à União ao assinar o contrato e faz a exploração por sua conta e risco. Se achar petróleo, será remunerada em petróleo pela União por seus custos. Além disso, receberá mais uma parcela, que é seu ganho. O restante fica para a União.



Nesse modelo, como a União tem a propriedade do petróleo após a produção, precisa transportá-lo e depois refiná-lo, estocá-lo ou vendê-lo; pode ainda contratar empresas para realizar isso, remunerando-as, e receber delas o dinheiro proveniente da venda.



Além disso, pelas regras aprovadas, a Petrobras será a operadora única e sócia de todos os campos, com no mínimo 30% de participação.



Pré-sal

O petróleo do pré-sal é o óleo descoberto pela Petrobras em camadas ultraprofundas, de 5 mil a 7 mil metros abaixo do nível do mar, o que torna a exploração mais cara e difícil. Não existem estimativas de quanto petróleo existe em toda a área pré-sal.

Diretora-geral da ANP, Magda Chambriard em entrevista

sobre leilão de área do pré-sal (Foto: Lilian Quaino/G1)A diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo


Origem: G1 FORÇA LOGÍSTICA A FORÇA A FORÇA DO BRASIL

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